Entenda por que a valorização acelerou e como isso afeta sua próxima compra
IBV Auto, do banco BV aponta que os veículos de segunda mão ficaram 2,16% mais caros no primeiro trimestre de 2026. A escalada, a maior desde 2022, coloca pressão direta no orçamento de quem pensava em trocar de carro justamente para economizar.
- Em resumo: usado valorizou acima do IPCA e ameaça encarecer o financiamento.
Regiões e modelos que puxam a conta para cima
No recorte geográfico, o Nordeste liderou os reajustes (2,30%), seguido de perto pelo Sudeste (2,17%). Entre os estados, Pernambuco saltou 3,56%, enquanto Tocantins mal passou de 1%. Já entre os modelos, VW Voyage, Fiat Uno e Fiat Palio registraram altas entre 5% e 5,5% no trimestre. Para piorar a comparação, a inflação oficial medida pelo IPCA do IBGE acumulou 3,81% em 12 meses até fevereiro, bem abaixo dos 7,33% vistos no mercado de usados.
Mesmo com a Selic elevada, “a renda e o crédito se mantêm resilientes”, explica Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do BV, ao justificar o aquecimento incomum do segmento.
Crédito caro e elétricos em liquidação: o que observar antes de fechar negócio
O avanço ocorre num momento em que o custo do financiamento segue na casa dos dois dígitos, mas ainda competitivo frente ao valor dos novos. Enquanto isso, elétricos usados lançados em 2023 já caíram 44,6%, fenômeno atribuído às promoções agressivas das montadoras e à maior oferta de entrada da categoria. Para o consumidor, vale:
• Conferir a Tabela Fipe atualizada; • Simular o CET total do empréstimo antes de assumir prestações mais longas; • Avaliar se um híbrido – que recuou “apenas” 25,9% – pode equilibrar economia de combustível e menor depreciação.
E você? Pretende segurar o carro atual ou vai encarar o mercado aquecido? Compartilhe nos comentários! Para mais análises de consumo e preços, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil