Por que a exigência de qualidade ficou ainda maior no marketing pós-digital?
Artplan – Em entrevista recente, a diretora-executiva de criação Roberta Moraes alertou que, com ideias brotando fora das agências e a inteligência artificial ganhando espaço, o critério criativo precisa ser “mais forte e protegido”. A afirmação ecoa entre marcas que buscam relevância sem abrir mão da confiança do público.
- Em resumo: Roberta defende filtros rígidos para garantir originalidade, mesmo com IA generativa na linha de produção.
IA acelera, mas também eleva o risco de ruído nas marcas
Ferramentas de IA prometem ganhar tempo, mas podem diluir identidade se faltarem guardrails humanos. Segundo levantamento da Forbes, 6 em cada 10 líderes de marketing já testam geradores de texto ou imagem, mas apenas 27% confiam totalmente no resultado final sem revisão de especialistas.
“Fazer a diferença na percepção de marca, virar ponteiro e ocupar um espaço cultural exige critério ainda mais forte e protegido, inclusive no uso da IA”, pontuou Roberta Moraes.
O que muda na prática para consumidores e bolso das empresas
Critérios claros evitam campanhas genéricas que pouco contribuem para a reputação – e, por consequência, para as vendas. Estudos do IBGE mostram que produtos com comunicação alinhada ao posicionamento correto registram até 12% mais recompra, reflexo direto da confiança do público.
Para o orçamento das marcas, isso significa menos retrabalho e menor risco de crises de imagem, que podem custar até 30% do valor investido em mídia. Já o consumidor ganha mensagens mais relevantes, diminuindo a enxurrada de anúncios “copiados e colados” que poluem o feed.
O que você acha? A filtragem humana deve ser obrigatória em qualquer uso de IA na publicidade ou a tecnologia já se garante sozinha? Compartilhe sua opinião e, para mais conteúdos sobre tendências que afetam o seu dia a dia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Artplan