Decisão europeia pressiona produtores e pode mexer no preço do açougue
Governo brasileiro – Em nota urgente, os ministérios da Agricultura, Indústria e Relações Exteriores afirmaram que mobilizarão mecanismos diplomáticos para reverter a exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados pela União Europeia, medida que passa a valer em 03/09/2026 e pode afetar o valor da carne que chega à sua mesa.
- Em resumo: UE retirou o Brasil por uso de antimicrobianos; vendas seguem até a data-limite, mas o risco de bloqueio é real.
Por que a UE barrou a proteína animal brasileira?
A atualização do regulamento (UE) 2019/6 exige garantias de que os criadores não utilizam antimicrobianos para engorda. O bloco confirmou a retirada nesta terça-feira (12), decisão que surpreendeu Brasília, segundo nota oficial. Dados de G1 Economia mostram que o mercado europeu responde por fatia relevante das exportações brasileiras de carne bovina, de frango e suína.
“O governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para voltar à lista de países autorizados”, declararam as pastas em comunicado conjunto.
Como isso pode pesar no seu bolso até 2026
Se o impasse não for resolvido, a carne destinada à Europa tende a ficar represada internamente. Especialistas lembram que, em situações semelhantes, a oferta doméstica subiu no curto prazo, derrubando preços ao consumidor. Contudo, a longo prazo, redução de receita no campo pode enxugar a produção e encarecer cortes populares, sobretudo em capitais onde a proteína já responde por até 20% do orçamento alimentar, segundo o IBGE.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural