Por que a nova isenção muda o jogo do e-commerce internacional
Governo Federal – Ao assinar, na última terça-feira (12), a Medida Provisória que retira o Imposto de Importação de 20% sobre encomendas de até US$ 50, o Planalto devolve competitividade às plataformas estrangeiras e reduz instantaneamente o custo final pago por milhões de brasileiros.
- Em resumo: compras pequenas voltam a chegar sem taxa extra, aliviando cadeias de consumo populares.
O que muda na fatura do cartão — e nos cofres públicos
Ao contrário do que muitos imaginam, a chamada “taxa das blusinhas” não atingia apenas vestuário. Segundo estudo da LCA Consultoria, o tributo concentrou 70% da arrecadação sobre as classes C, D e E, provocando queda imediata de 43% nas remessas internacionais e salto na desistência de pedidos de 35% para 45%. Dados semelhantes foram ressaltados pelo G1 Economia, indicando que o tíquete médio dos consumidores mais sensíveis ao preço caiu pela metade após a cobrança.
“A tarifa reduziu o acesso a produtos básicos e fez o consumidor abandonar o carrinho assim que via o valor total”, afirma o relatório “Taxa das blusinhas – Resultados econômicos para população e governo”.
Impacto imediato na inflação de bens importados e nas promoções relâmpago
Com a isenção restabelecida, especialistas projetam recuo nos preços de eletrônicos leves, bijuterias e utilidades domésticas já nos próximos ciclos de oferta. O movimento chega em momento de dólar estável e IPCA em desaceleração, cenário que pode reforçar um “efeito Amazon” de pressão competitiva também sobre o varejo nacional. Para o consumidor, a dica é atualizar alertas de preço e aproveitar fretes consolidados enquanto a cotação da moeda americana permanece abaixo de R$ 5,00.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash (rupixen)