Regra mira lavagem de dinheiro e pressiona novas leis no Brasil
União Europeia – A partir de 10/07/2027, pagamentos comerciais em dinheiro vivo ficarão limitados a €10.000 em todo o bloco, medida que deve encarecer operações fora do sistema bancário e servir de modelo para projetos semelhantes em discussão no Congresso Nacional.
- Em resumo: qualquer compra acima de €10 mil na UE terá de passar por meios eletrônicos rastreáveis.
Por que a UE colocou um teto de €10 mil?
O Parlamento Europeu aprovou o limite para facilitar a rastreabilidade de grandes valores, alvo frequente de crimes financeiros. Estudo recente citado pelo G1 Economia mostra que transações não eletrônicas respondem por parcela relevante de esquemas de lavagem de dinheiro no continente.
Pagamento máximo em espécie = 10.000 euros. Operações acima de €3.000 ainda exigirão identificação detalhada do comprador e registro do vendedor.
Impacto imediato para quem faz negócios em espécie
Empresas que lidam com alto volume de caixa – joalherias, concessionárias e imobiliárias, por exemplo – precisarão reforçar sistemas de compliance, treinamento de equipe e integração com bancos. O ajuste tem custo, mas quem ignorar a norma poderá enfrentar multas milionárias.
E o Brasil, fica como?
No Brasil, ainda não há teto nacional, mas propostas no Senado sugerem banir dinheiro vivo em compras de imóveis e veículos. A pressão europeia ganha força enquanto o Banco Central registra recorde no uso do Pix, indicando que o mercado já se adapta ao controle digital de valores.
O que você acha? Limitar grandes quantias em espécie ajuda ou atrapalha seu dia a dia? Para mais análises sobre consumo e finanças, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / União Europeia