Saiba por que a trilha sonora do seu negócio virou questão jurídica e financeira
Ecad – órgão que arrecada e distribui direitos autorais no Brasil – passou a ser peça-chave para qualquer loja, bar ou academia que queira usar música sem arriscar multas ou ações judiciais, realidade que ganhou força recentemente com a profissionalização da experiência do cliente.
- Em resumo: usar música em espaço comercial exige licença mensal baseada em metragem, atividade e relevância da trilha sonora.
Licença não é opcional: como funciona a cobrança
Ao transmitir playlists, rádio, TV ou até shows ao vivo, o estabelecimento entra automaticamente no conceito de “execução pública”. Pela Lei 9.610/98, isso gera remuneração a compositores, intérpretes e músicos. O Ecad recolhe a taxa e reparte 85% do valor a esses profissionais, segundo dados oficiais divulgados pelo G1 Economia.
Em 2025, R$ 1,7 bilhão foram distribuídos a mais de 345 mil artistas, sinalizando que a ambientação sonora virou parte expressiva do custo operacional.
Quanto custa ficar em dia — e o que se ganha com isso
A regularização começa com um cadastro simples informando metragem, segmento (restaurante, varejo, hotel etc.) e a forma de uso da música. A mensalidade varia conforme esses fatores, com descontos progressivos para redes de lojas. Além de evitar processos, a licença garante acesso legal a todo o repertório nacional e internacional, permitindo criar playlists alinhadas à identidade da marca e, segundo consultorias de varejo, aumentar o tempo médio de permanência do cliente.
O que você acha? A música do seu negócio já está licenciada ou ainda é um risco escondido? Para mais dicas sobre gestão e consumo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash