Receita concentrada em um único mês dispara o valor dos bilhetes
Fifa – Ao justificar os tíquetes entre R$ 3.240 e R$ 6.480 por casal para a Copa do Mundo de 2026, a entidade lembrou que o torneio é praticamente sua única fonte de renda, concentrada em apenas 30 dias a cada quatro anos.
- Em resumo: a bilheteria precisa sustentar todo o orçamento da federação até 2030.
Evento de um mês banca quatro anos de futebol global
Durante o fórum “Semafor World Economy”, em Washington, Gianni Infantino revelou que a Copa representa a fatia majoritária do faturamento anual da instituição. Isso explica, segundo ele, por que não há margem para desconto nas entradas. Dados da G1 Economia mostram que, só em 2022, a inflação acumulada de serviços de lazer subiu 12,13 %, pressionando ainda mais os custos de grandes eventos.
“São ingressos para todos os perfis, dos assentos simples aos camarotes, mas precisamos garantir a sustentabilidade de projetos no mundo inteiro”, reforçou Infantino.
Dólar, hospedagem e planejamento podem dobrar a conta
O levantamento da corretora Rico aponta que a experiência completa – incluindo passagens, estadia em cidades-sede nos EUA, no Canadá e no México – varia de R$ 34,4 mil a R$ 50 mil por casal. O câmbio, hoje na casa de R$ 4,90, responde por cerca de 45 % desse montante. Se avançar apenas 10 %, a conta final pode crescer em mais de R$ 4 mil.
Para diluir o impacto, analistas recomendam abrir uma “poupança Copa” com pelo menos 24 meses de antecedência, além de monitorar programas de fidelidade que convertem pontos em passagens. Vale lembrar que a Fifa, sem fins lucrativos, reinveste todo o excedente em programas de base e torneios femininos, o que reforça a dependência dos bilhetes premium.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fifa