Parceria ventilada pressiona preços e empregos na indústria automotiva americana
Ford mantém, desde o início do ano, diálogos com a chinesa Geely para licenciar tecnologia que poderia equipar veículos vendidos nos Estados Unidos – um movimento que, se concretizado, pode reduzir custos, baratear modelos elétricos e redesenhar a concorrência no segundo maior mercado do planeta.
- Em resumo: Ford e Geely estudam estender à América do Norte o acordo de compartilhamento de plataformas já em negociação para a Europa.
Tarifas altas e clima político tenso podem travar o avanço
Atualmente, veículos importados da China enfrentam tarifas de 100% nos EUA, além de restrições a softwares automotivos conectados à internet, segundo dados do G1 Economia. Essa barreira, patrocinada por montadoras de Detroit e sindicatos, pressiona Washington a manter fabricantes chineses fora do país.
“O carro chinês não deve entrar enquanto não houver um plano sólido para proteger empregos locais”, reforçou o CEO da Ford, Jim Farley, em coletiva recente.
O impacto direto para o consumidor: preço de elétricos pode cair
Mesmo com entraves políticos, a possível sinergia abre duas frentes que mexem no bolso do consumidor norte-americano: acesso a baterias e plataformas mais baratas da Geely e uso de fábricas ociosas da Ford na Espanha, reduzindo custos logísticos. Se a parceria avançar, analistas projetam queda no preço final de modelos elétricos e híbridos, hoje até 25% mais caros que os equivalentes chineses.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ford