Rendimento maior na conta vinculada pode aliviar perdas com a inflação
FGTS – Se o governo aprovar as mudanças em discussão para 2026, o fundo de garantia pode finalmente superar a inflação e proteger o poder de compra de milhões de trabalhadores, segundo economistas ouvidos recentemente.
- Em resumo: rentabilidade mínima acima da inflação e maior fatia dos lucros estão na mesa de negociação.
Por que o rendimento atual incomoda o trabalhador
Hoje o dinheiro parado no FGTS rende 3% ao ano mais Taxa Referencial, que ficou perto de zero por longos períodos. Dados do IBGE mostram que, nesse intervalo, a inflação ultrapassou 4% ao ano, corroendo parte do saldo.
Atualmente, o trabalhador pode perder poder de compra mesmo com depósitos mensais, porque a TR quase não acompanha o custo de vida e a distribuição de lucros é eventual.
O que muda se o índice de correção for revisto
Entre as propostas em debate no Supremo Tribunal Federal está substituir a TR por IPCA ou INPC. Caso prevaleça, uma conta com R$ 10 mil acumulados desde 2017 poderia ganhar até R$ 2,6 mil extras, de acordo com simulações de analistas do mercado financeiro.
Especialistas explicam que elevar a rentabilidade não afeta apenas o bolso individual: o fundo injeta recursos em habitação popular e infraestrutura. Por isso, o governo avalia aumentar a distribuição anual de lucros como forma de equilibrar o sistema sem encarecer financiamentos imobiliários.
Como acompanhar seu saldo sem cair em golpes
A Caixa Econômica Federal oferece consulta gratuita pelo aplicativo FGTS, site ou internet banking. Evite links recebidos por redes sociais: o banco não solicita senhas por WhatsApp nem cobra taxa de liberação. Atualizar cadastro e verificar depósitos a cada mês ainda é o melhor antídoto contra surpresas desagradáveis.
O que você acha? Se a correção for maior, você pretende deixar o dinheiro render ou aderir ao saque-aniversário? Para mais orientações sobre finanças do dia a dia, visite nossa editoria de consumo.
Crédito da imagem: Divulgação / Freepik