Debate sobre IA esquenta bastidores antes do anúncio dos vencedores
D&AD – O prestigiado festival britânico já iniciou, em Londres, as sessões de julgamento que definirão, nesta quarta-feira (20), quem leva para casa os cobiçados Lápis de 2026, enquanto a transmissão oficial ficará disponível no YouTube.
- Em resumo: 20 brasileiros participam dos júris que vão explicar, ao vivo, por que cada Yellow Pencil venceu.
Por que este ano é decisivo para a criatividade global
A campanha “Creativity: dead or alive?” domina os painéis e provoca a plateia: a inteligência artificial ameaça ou impulsiona a originalidade? A discussão ganhou força depois do escândalo de 2025, quando peças premiadas foram desclassificadas por uso não declarado de IA. Segundo análise da Forbes, as marcas já direcionam até 17% do orçamento criativo para ferramentas automatizadas, exigindo critérios mais rígidos em premiações.
“Sem obrigação de distribuir troféus, o D&AD só premia o que realmente eleva a régua criativa”, lembram os organizadores.
Brasileiros em destaque e nova dinâmica de premiação
Três profissionais do país presidem júris – Dulcidio Caldeira (Production Design), Gilvana Viana (Sound Design & Use of Music) e Claudio Lima (Gaming & Virtual Worlds). Depois da revelação dos Yellow Pencils, os vencedores poderão retirar os troféus durante a noite; os Lápis Pretos e o título de Empresa do Ano ficam para setembro.
Além do glamour, o evento reforça a importância de transparência: em 2025 dois Wood Pencils brasileiros foram revogados por omitir IA nos créditos. A medida segue a tendência de autorregulação do setor, que, segundo dados do IBGE, movimenta mais de R$ 55 bilhões anuais em atividades criativas no país.
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Crédito da imagem: Divulgação / D&AD