Do restaurante mais bonito do Brasil à missão de ensinar novas gerações
Kingyo Restaurant — ícone da gastronomia japonesa que funcionou por uma década em Fortaleza — marcou época ao manter filas diárias e atrair nomes do meio artístico e político. Após encerrar as atividades, o legado do chef Elcio Nagano segue vivo em três unidades do Kina, modelo enxuto que levou os hits do cardápio aos shoppings da capital cearense.
- Em resumo: Elcio trocou o luxo pelo acesso popular e agora forma profissionais que impulsionam o mercado de sushi no Ceará.
Do luxo à praça de alimentação: a virada de jogo do negócio
O Kingyo abriu as portas em 2000, apostando em experiência completa: arquitetura de design premiado, atendimento meticuloso e insumos de primeira linha. O resultado foi imediato: casa cheia todos os dias. Quando a concorrência migrou para formatos mais modernos, Nagano reagiu criando o Kina Restaurante, versão “fast” com preços mais amigáveis nas praças de alimentação — um movimento alinhado ao avanço de 12,6% no setor de food service registrado em 2025, segundo dados do G1 Economia.
“Queríamos manter os pratos mais pedidos, mas tornar o sushi acessível a quem circula pelos shoppings”, relembra o chef.
Formar chefs é multiplicar negócios e renda
Desde o início dos anos 2000, Nagano leciona em instituições como Senac, UFC e, hoje, Uninta de Sobral. A docência alimenta um ciclo virtuoso: ex-alunos tornam-se empreendedores e, muitas vezes, chamam o próprio mestre como consultor. De acordo com o IBGE, cada novo restaurante gera, em média, cinco empregos diretos — impacto que se potencializa num segmento onde a procura por comida japonesa cresce acima da média nacional.
Além das salas de aula, o chef assinou o livro “Ceará à Mesa” (2023), valorizando insumos locais, e prepara uma obra dedicada à história do sushi, prometendo receitas autorais que podem render novos negócios para a cadeia de peixes e frutos do mar regional.
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Crédito da imagem: Arquivo pessoal / Elcio Nagano