Descubra por que o suplemento queridinho dos “detox” ainda gera debate entre nutricionistas
Cardo Mariano (Milk Thistle) – Presente em cápsulas vendidas em farmácias e sites de suplementos, o extrato da planta ganhou fama de “salvador” do fígado e antídoto contra ressacas. Mas, segundo especialistas consultados recentemente, sua eficácia real ainda carece de provas definitivas.
- Em resumo: Antioxidante silymarina pode proteger células hepáticas, mas estudos clínicos seguem inconclusivos para alcoolismo e cirrose.
O que a ciência já sabe (e o que falta comprovar)
Pesquisas publicadas pelo portal da Anvisa e por institutos internacionais indicam que a silymarina — complexo de flavonoides presente no cardo mariano — apresenta ação anti-inflamatória e pode reduzir marcadores de estresse oxidativo no fígado.
“Ensaios clínicos utilizam, em média, 150 mg de silymarina três vezes ao dia por até 6 meses; resultados variam e não dispensam acompanhamento médico.”
Contudo, revisões sistemáticas apontam limitações metodológicas: amostras pequenas, ausência de grupo placebo robusto e diferenças no padrão de dosagem. Por isso, órgãos reguladores não reconhecem o produto como medicamento para doenças hepáticas graves.
Como inserir com segurança na rotina (ou decidir não usar)
Quem deseja testar o fitoterápico deve checar no rótulo a inscrição como “Suplemento Alimentar” e o selo de notificação da Anvisa. Grávidas, lactantes e pessoas em tratamento com anticoagulantes ou hipoglicemiantes devem evitar o uso sem liberação médica.
Para efeitos preventivos, nutricionistas lembram: manter peso adequado, reduzir o consumo de álcool, controlar açúcar e gordura na dieta e realizar exames periódicos continuam sendo as medidas mais eficazes de proteção hepática.
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Crédito da imagem: Divulgação / Freepik