Frente fria no Sul e calor no Centro-Oeste completam o cenário de extremos
Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) — O corredor de umidade que cruza o Atlântico continua ativo e promete encharcar o Nordeste nos próximos dias, elevando o risco de alagamentos e impactos diretos na colheita de grãos, no preço dos alimentos e até na conta de luz das famílias.
- Em resumo: Até 100 mm de chuva podem cair em apenas cinco dias entre Maranhão, Piauí e Ceará.
Temporal concentrado no litoral pode encarecer a feira
Os núcleos mais intensos se formam justamente sobre áreas produtoras de milho e feijão no Maranhão. De acordo com dados do IBGE, o estado responde por parte relevante do abastecimento desses grãos no país. Solo encharcado atrasa a colheita, eleva custos de transporte e acaba refletindo no preço final na gôndola.
Acumulados de até 200 mm são esperados em cidades como Bacabal ao longo de 30 dias, com máximas variando entre 28 °C e 30 °C, segundo a previsão original.
Centro-Oeste seco acende alerta para incêndios e conta de luz
Enquanto isso, Mato Grosso encara dias acima dos 35 °C e praticamente sem chuva. A combinação de ar seco e calor aumenta o consumo de energia para refrigeração e o risco de queimadas que afetam redes de transmissão. A Agência Nacional de Energia Elétrica já alertou em anos anteriores que os picos de demanda nessas condições podem encarecer a tarifa de bandeira amarela ou vermelha.
Frente fria no Sul: granizo e queda brusca de temperatura
Uma frente fria avança pelo Rio Grande do Sul, trazendo possibilidade de granizo e rajadas fortes. O choque térmico derruba os termômetros para 14 °C nas madrugadas, enquanto em São Paulo a máxima não deve passar de 21 °C no domingo. Motoristas devem redobrar a atenção com pistas escorregadias.
O que você acha? As mudanças climáticas já estão pesando no seu orçamento doméstico? Compartilhe sua experiência. Para acompanhar outras análises sobre consumo e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural