Como o “ao vivo” virou negócio de trilhões e puxou a contratação recorde
Setor de eventos brasileiro — Nos quatro primeiros meses de 2026, a indústria de feiras, shows e congressos já contabiliza 202.128 empregos formais e projeta investimentos de R$ 120 bilhões até dezembro, segundo a ABRAPE. O ritmo supera a fase pré-pandemia e coloca o segmento entre os que mais crescem na economia nacional.
- Em resumo: mercado deve injetar R$ 151,9 bi no consumo cultural em 2026.
Emprego dispara 81% e deixa outros setores para trás
Dados cruzados de Receita Federal, Ministério do Trabalho e IBGE indicam salto de 81,4% nas contratações formais frente a 2019. Só as empresas de organização de eventos avançaram 142,4% — desempenho sem paralelo na indústria tradicional ou no varejo.
“Eventos não podem ser falsificados. Os resultados reais acontecem offline, em escala”, resumiu o analista Julius Solaris na newsletter BoldPush de 29/04/2026.
Por que big techs estão pagando até US$ 400 mil por planners
Quando a Anthropic abriu vaga de US$ 400 mil anuais para liderar experiências presenciais, sinalizou ao mercado que networking face a face voltou a ser prioridade estratégica. O Google Cloud Next provou o ponto ao reunir 35 mil pessoas em Las Vegas, movimento que empurrou outras gigantes de IA, como a Perplexity, a reservar orçamento próprio para feiras e pop-ups.
Especialistas em economia lembram que cada R$ 1 gasto numa feira injeta cerca de R$ 3 em serviços satélites — hotéis, alimentação, transporte — multiplicador que ajuda a explicar a projeção de 143 mil novas vagas ainda este ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / Promoview