Entenda por que o aumento pedido pressiona o orçamento das famílias paranaenses
Copel – distribuidora que atende mais de 5 milhões de consumidores no Paraná – protocolou recentemente uma proposta de reajuste médio de 19% na conta de luz. Se aprovado, o novo valor começará a pesar no bolso já no segundo trimestre, período em que muitas famílias costumam lidar com outros aumentos sazonais.
- Em resumo: a Aneel abriu consulta pública e o porcentual poderá valer ainda neste semestre.
Por que o reajuste é tão alto agora?
Segundo a companhia, o cálculo incorpora variações nos custos de compra de energia, encargos setoriais e inflação medida pelo IPCA. De 2023 para cá, a energia no mercado livre subiu acima de 10%, enquanto a inflação oficial ficou em 4,62%, de acordo com dados divulgados pelo G1 Economia. A diferença explica parte da defasagem que Copel afirma precisar repassar.
Caso o porcentual máximo seja chancelado, uma fatura mensal de R$ 200 pode saltar para R$ 238, impactando diretamente gastos essenciais como alimentação e transporte.
Como isso afeta seu dia a dia e o que você pode fazer
O reajuste pressiona o orçamento doméstico, sobretudo em um cenário em que a conta de energia já representa, em média, 6% da renda familiar no Sul, segundo o IBGE. Especialistas recomendam antecipar medidas de economia: trocar lâmpadas fluorescentes por LED, verificar a borracha da geladeira e evitar deixar aparelhos em stand-by. Pequenos ajustes podem reduzir o consumo em até 12%, mitigando parte do aumento.
O que você acha? O reajuste de 19% é justificável ou há espaço para cortes de custos antes de repassar aos consumidores? Para mais análises sobre economia do dia a dia, acesse nossa editoria especializada.
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