Entenda por que um acordo no Oriente Médio pode refletir direto no seu posto
EUA e Irã retomaram diálogo presencial em Islamabad no último sábado (11), tentando firmar um cessar-fogo de duas semanas e destravar um conflito que já pressiona as cotações do petróleo e, por tabela, o valor que você paga na bomba.
- Em resumo: Washington e Teerã discutem a liberação de US$ 6 bilhões e a reabertura total do Estreito de Ormuz, canal por onde passa 20% do óleo do planeta.
Bilhões descongelados e o efeito na bomba
Segundo reportagens reunidas pela G1 Economia, o preço internacional do barril subiu quase 12% nas seis últimas semanas, refletindo a instabilidade na região. Caso o montante iraniano seja liberado, analistas enxergam fôlego para uma queda imediata de até US$ 5 no Brent, o que pode reduzir em alguns centavos o litro da gasolina nos postos brasileiros já nos próximos ajustes.
“Entramos nas negociações com total desconfiança”, afirmou o chanceler iraniano Abbas Araghchi, condicionando qualquer avanço à liberação dos US$ 6 bilhões congelados.
Estreito de Ormuz: gargalo que pesa no seu orçamento
O Estreito de Ormuz é a rota de exportação para um em cada cinco barris de petróleo comercializados globalmente. Qualquer bloqueio ali encarece fretes, pressiona o dólar e, em cascata, eleva o custo de transporte de alimentos e outros bens que chegam ao supermercado. Em 2019, um aumento similar somou mais de 0,3 ponto percentual à inflação brasileira, de acordo com o IBGE.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural