Nova lupa do Fisco exige atenção redobrada de quem movimenta dinheiro fora do País
Receita Federal passou a intensificar, recentemente, o rastreamento de contas e investimentos mantidos no exterior, elevando o risco de multas pesadas já na declaração do Imposto de Renda 2026.
- Em resumo: dados internacionais integrarão a declaração pré-preenchida e quem omitir valores poderá ser autuado.
Quem entra na mira do Fisco agora
Com base em acordos como o Common Reporting Standard (CRS) e o FATCA, a Receita cruza saldos, rendimentos e movimentações remetidos por bancos estrangeiros com as informações que o contribuinte lança no programa do IR. Segundo a subsecretária Andrea Costa Chaves, a análise detalhada já começou e inclui contribuintes que ignoraram convites de regularização em 2025. Reportagem do G1 Economia lembra que a autuação pode chegar a 150% do imposto devido em caso de fraude.
A partir deste ano, contas correntes remuneradas, fundos, ações e até a variação cambial de aplicações financeiras passarão pelo pente-fino anual de 15% fixos previsto na Lei 14.754/2023.
Passo a passo para declarar sem cair na malha fina
No programa do IR 2026, abra “Bens e Direitos”, escolha o grupo “Depósito no exterior” e detalhe banco, país e saldo em 31/12/2024 e 31/12/2025. Use a cotação de venda do Banco Central. Caso tenha rendimentos – juros, dividendos ou ganhos de capital –, informe-os na aba “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física e do Exterior” e, se houver, declare o imposto quitado lá fora para compensar até o limite de 15%.
Quem divide a conta deve fracionar os valores entre os titulares. Mantê-la zerada ou sem remuneração não elimina a obrigação de informar a posse, apenas afasta o imposto sobre variação cambial.
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