Pressão por resultados rápidos coloca os estrategistas em xeque
Sandbox divulgou recentemente o report “O futuro da estratégia no Brasil”, revelando que a disciplina atravessa um ponto de inflexão: três em cada quatro profissionais já sentem a inteligência artificial no dia a dia e admitem que o modelo tradicional de trabalho precisa mudar para continuar relevante.
- Em resumo: 75% avaliam que a estratégia deve se reinventar; 74% apontam a IA como catalisadora dessa virada.
IA cresce, mas ainda não entrega “verdades absolutas”
Ferramentas generativas são usadas principalmente para análise de concorrência (75%), construção de briefings (49%) e garimpo de insights culturais (41%). Contudo, problemas de precisão (71%) e viés (61%) mantêm o pé dos estrategistas no freio. O alerta ecoa em estudos globais: a Forbes aponta que a adoção consciente da IA é essencial para evitar erros caros em reputação e orçamento.
“A principal preocupação hoje está na percepção de valor da entrega. Há pressão para operar de forma mais tática e orientada ao curto prazo”, destaca Yudi Nakaoka, diretor de estratégia da AlmapBBDO.
Carreira em transformação e disputa por talentos
O estudo indica que 38% dos estrategistas já preferem trabalhar diretamente em marcas, superando o interesse por agências (33%). Metade afirma ter conquistado mais espaço junto aos clientes, mas 65% ainda veem a função como descartável quando prazos ou budgets apertam.
Esse cenário reflete uma tendência global de requalificação: dados do Fórum Econômico Mundial projetam que, até 2027, mais de 40% das habilidades demandadas nas áreas de marketing e comunicação serão novas ou atualizadas. Para quem atua no setor, entender ferramentas de automação, leitura de dados e storytelling analítico deixou de ser “nice to have” e passou a ser questão de sobrevivência.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash