Decisão inédita mira risco de desabastecimento causado por conflito internacional
Porto de Santos antecipou, recentemente, a atracação do MH Buiki, navio panamenho com quase 18 mil toneladas de gasolina A, para blindar o mercado contra uma possível falta do produto — movimento que pode pressionar o bolso do motorista em todo o país.
- Em resumo: a carga equivale a 600 caminhões-tanque e ganhou prioridade absoluta na fila de berços.
Por que o MH Buiki passou na frente?
A diretoria de operações da Autoridade Portuária baseou a manobra em um parecer da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que alertou para o risco de desabastecimento decorrente da tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã. O estreito de Ormuz, rota de um quinto do petróleo mundial, sofre bloqueios seletivos, encarecendo fretes e alongando prazos de entrega.
“É função do Porto de Santos, como porto público, avaliar as necessidades do país e permitir, após análise rigorosa, que algumas embarcações possam ter prioridade”, explicou Anderson Pomini, presidente da APS.
Instabilidade pode bater à bomba mais perto do consumidor
Qualquer gargalo na chegada de combustíveis costuma refletir rapidamente no preço da gasolina. Segundo levantamento do IBGE, a gasolina acumulou alta de 1,46 % em março sobre fevereiro, e novos choques logísticos podem ampliar essa curva. Para se proteger, especialistas recomendam acompanhar aplicativos que comparam valores nos postos e considerar abastecer antes de eventuais reajustes.
O que você acha? A prioridade dada ao navio é suficiente para manter você longe de filas nos postos ou o conflito seguirá pesando no orçamento? Para mais análises sobre consumo e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Vosmar Rosa