Nova proposta pode liberar até o saldo inativo do fundo para renegociar contas atrasadas
Desenrola 2.0 – o programa de renegociação de dívidas que o governo prepara para a próxima fase – estuda permitir que trabalhadores usem parte do FGTS para liquidar débitos em atraso, aliviando juros que corroem o orçamento familiar nas últimas semanas.
- Em resumo: equipe econômica avalia o saque direcionado do FGTS como fonte de garantia ou pagamento direto das dívidas negociadas.
Como o saque especial pode funcionar
Segundo interlocutores da Fazenda, a proposta prevê limite atrelado ao saldo disponível na conta ativa e inativa do trabalhador. A ideia é reduzir o custo efetivo da operação, já que o FGTS rende apenas 3% ao ano contra juros médios superiores a 40% do rotativo do cartão, de acordo com dados compilados pelo Banco Central e divulgados pelo G1 Economia.
“O objetivo é transformar um recurso parado em alívio financeiro imediato, sem comprometer a segurança do fundo para demissões ou aposentadoria”, resume um técnico que acompanha o desenho final da medida.
Por que isso mexe diretamente com o seu orçamento
Mais de 71% das famílias brasileiras encerraram o último trimestre com algum tipo de dívida, mostram pesquisas da CNC. Se aprovado, o uso controlado do FGTS pode trocar dívidas caras por um passivo de custo zero ao consumidor, liberando margem para despesas essenciais como mercado e energia. Especialistas lembram que, em 2020, uma iniciativa semelhante liberou saques emergenciais e injetou R$ 37,8 bilhões na economia, demonstrando o potencial de impacto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Seu Crédito Digital