Negociação bilionária promete reduzir dívida e influenciar preços dos convênios
Hapvida decidiu se desfazer de toda a sua operação na região Sul, movimento que ocorre após queda de 67% nas ações em 12 meses e sob forte pressão da gestora Squadra. A venda – conduzida pelo BTG Pactual – inclui oito hospitais, 21 clínicas e quase meio milhão de beneficiários, e pode redefinir o valor das mensalidades que chegam ao consumidor.
- Em resumo: ativos avaliados em R$ 4 bi entram no radar de compradores e três nomes da Squadra ganham chance de vaga no conselho.
Por que a Hapvida corre contra o relógio
A operadora, avaliada hoje em R$ 5,2 bilhões, perdeu R$ 80 bilhões em valor desde a fusão com a NotreDame Intermédica. A debandada de 238 mil clientes no Sudeste e Sul, citada pela Squadra, aumentou a urgência de gerar caixa e cortar alavancagem. Segundo estudo sobre custos médico-hospitalares do G1 Economia, o reajuste de planos empresariais superou 11% em 2023, reflexo de despesas mais altas com internações – exatamente o ponto que a companhia tenta equilibrar.
Os ativos do Sul formariam, sozinhos, a 9ª maior operadora do país; a desmobilização pode abrir espaço para volta de dividendos em 2025, conforme recomendação da Squadra.
Impacto imediato no seu bolso e no setor
Especialistas apontam que, se a operação reduzir a dívida líquida, a Hapvida tende a abandonar reajustes defensivos e focar em planos populares no Nordeste, segmento onde detém margem de 20% – o dobro da média nacional. Para os atuais usuários do Sul, eventual troca de operadora pode implicar carência zero, mas também renegociação de rede credenciada. No radar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), aquisições como essa costumam levar até seis meses para aprovação, período em que as mensalidades não podem ser majoradas sem aval regulatório.
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Crédito da imagem: Divulgação / Hapvida