Reabertura de Ormuz traz fôlego aos mercados e promete combustível mais barato
Petróleo Brent – Após a reabertura do Estreito de Ormuz na última quarta-feira (8), o barril voltou a oscilar próximo dos US$ 90, liberando uma onda de alívio que derrubou os juros futuros brasileiros logo nas primeiras horas do pregão.
- Em resumo: cessar-fogo entre EUA e Irã destravou rotas de exportação e aliviou o risco de oferta.
Por que a trégua entre EUA e Irã mudou o rumo dos preços
O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo, havia sofrido bloqueios parciais nas semanas anteriores. Com a via liberada, operadores enxergam menor probabilidade de falta de oferta, derrubando o prêmio de risco embutido no barril. Segundo dados compilados pelo G1 Economia, cada alta de US$ 10 no Brent costuma adicionar até 0,15 ponto percentual na inflação global.
Com o Brent estabilizado, parte da pressão que vinha elevando as expectativas de inflação no Brasil arrefeceu — movimento que puxou as taxas dos contratos de DI para baixo ao longo do dia.
Impacto imediato no bolso: do tanque cheio ao crédito imobiliário
Para o consumidor, a combinação de petróleo mais estável e juros menores pode refletir em queda de até R$ 0,15 no preço médio da gasolina nas próximas semanas, de acordo com projeções de consultorias do setor. Já quem financia casa ou carro deve se beneficiar da queda nos contratos futuros, que servem de base para o custo do crédito no país.
O alívio também dá espaço para que o Banco Central mantenha o ciclo de corte da Selic, ainda que de forma cautelosa, ajudando a conter custos de produção que chegam às prateleiras do supermercado.
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