Marca familiar investe em lojas de rua e mira cidades médias para driblar concorrentes gigantes
Shoulder – a grife paulista de moda feminina que há 45 anos opera sob gestão da família Majtlis – anunciou recentemente a abertura de oito novas unidades e deve encerrar o ano perto da marca de 100 lojas, sem recorrer a franquias ou capital de investidores externos.
- Em resumo: faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2025 e expansão focada em Moema, Vila Nova Conceição e cidades de médio porte.
Crescimento orgânico que foge à regra da bolsa
Enquanto rivais como Farm e Le Lis integram grupos listados na B3, a Shoulder prefere o caminho próprio: todas as unidades são próprias, distribuídas por 25 capitais e apenas cinco outlets. A decisão garante controle total do estoque e da experiência de compra – estratégia que, segundo dados do IBGE, vem ganhando força em nichos premium do varejo.
“Não vivemos de fazer deal, mas de dar lucro vendendo roupa”, costuma reforçar o CEO Beny Majtlis ao explicar por que recusou propostas de grandes conglomerados do setor.
O que muda para o consumidor na prática
As novas lojas de rua em bairros como Moema prometem coleções completas, trocas facilitadas e zero custo de frete – benefícios que podem aliviar o bolso de quem já sente o peso da inflação no vestuário. Além disso, a entrada da Shoulder em polos emergentes como Juiz de Fora e Chapecó leva opções premium a regiões onde ainda há pouca concorrência direta.
O que você acha? A postura “solo” da Shoulder inspira confiança ou ainda pesa o preço final? Para acompanhar outras movimentações do varejo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Shoulder