Por que o alívio durou pouco e o que ainda dá para renegociar
Serasa – Após o fim do Feirão Limpa Nome 2026, encerrado em 1º de abril, parte dos consumidores que haviam zerado pendências no Desenrola 2023 voltou a registrar débitos. Com o orçamento apertado e crédito caro, a reincidência de dívidas exige ação rápida para evitar juros que corroem a renda familiar.
- Em resumo: descontos chegaram a 99%, mas milhões já retornam à lista de inadimplentes.
Como a nova onda de inadimplência se formou
Dados do IBGE apontam que o endividamento das famílias brasileiras avançou para 77,7% da renda em fevereiro. Mesmo quem conseguiu limpar o nome no Desenrola retomou o consumo a crédito sem ajustar o planejamento.
“A oferta de parcelamentos muito longos dá a sensação de folga, mas qualquer imprevisto faz a bola de neve recomeçar”, alerta consultores do Serasa.
Passo a passo para sair do vermelho sem cair em armadilhas
1. Revise todas as parcelas abertas e priorize as que têm juros acima de 10% ao mês, como cartão e cheque especial.
2. Use a plataforma Serasa Limpa Nome para simular novos acordos ainda em abril, quando credores tendem a manter condições promocionais herdadas do feirão.
3. Canalize a restituição do Imposto de Renda ou o 13º salário antecipado para quitar dívidas menores – isso libera espaço no orçamento para negociar as maiores.
4. Evite usar outro empréstimo para pagar acordos recém-feitos; troque apenas se a taxa total cair pela metade.
5. Estabeleça reserva de emergência de pelo menos uma conta de serviços essenciais para não recorrer ao rotativo em caso de aperto.
Do lado das empresas, a expectativa é que novos mutirões de renegociação ocorram antes das festas de fim de ano, quando historicamente a inadimplência dispara. Ficar atento a essas janelas pode render abatimentos semelhantes aos 99% vistos no último feirão.
O que você acha? Quais estratégias você já colocou em prática para manter o nome limpo após renegociar? Para mais orientações sobre finanças do dia a dia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Serasa