Mercado respira, mas relógio corre para evitar novo pico no preço da gasolina
Donald Trump decidiu suspender por 14 dias qualquer ataque à infraestrutura civil do Irã, exigindo a reabertura total do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O anúncio derrubou imediatamente o preço do barril, aliviando, ainda que de forma temporária, a pressão sobre o bolso do consumidor nos postos brasileiros.
- Em resumo: West Texas Intermediate cedeu 11%, ficando abaixo de US$ 101 após o tweet de Trump.
Preço do barril cai, mas tensão permanece no radar
Analistas ouvidos pelo G1 Economia lembram que o recuo depende da efetiva liberação do estreito — qualquer recuo iraniano pode reverter a baixa em minutos.
“Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de mão dupla!”, publicou Trump nas redes sociais.
Como isso pode impactar seu bolso nas próximas semanas
Se a trégua vingar, distribuidoras podem receber petróleo mais barato já no próximo embarque, abrindo espaço para que refinarias ajustem os repasses e segurem reajustes na bomba. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, cada variação de US$ 1 no barril costuma refletir em até R$ 0,02 no preço final da gasolina. Em paralelo, o histórico de prorrogações (sigla TACO, “Trump Always Chickens Out”) mantém importadores cautelosos, o que pode limitar quedas bruscas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Investnews