Pintura modernista “Terra” deve sacudir o pavilhão da Bienal esta semana
SP-Arte — A 22ª edição da maior feira de arte do país, que começou recentemente no Parque Ibirapuera, coloca à venda “Terra”, quadro de 1943 de Tarsila do Amaral, por estimados R$ 19 milhões, valor capaz de virar manchete em qualquer carteira de investimentos cultural.
- Em resumo: Obra única de Tarsila é ofertada a preço recorde e ingressos para visitantes partem de R$ 60 (meia-entrada).
Por que “Terra” custa tanto?
A valorização de obras modernistas brasileiras vem crescendo acima da inflação nos últimos dez anos, segundo levantamento citado pela Forbes Brasil. Peças de Tarsila — autora do icônico “Abaporu” — contam com histórico de exibição em museus como o Guggenheim Bilbao e o du Luxembourg, o que amplia raridade e apetite de colecionadores globais.
“Terra”, exibida em retrospectivas internacionais, entra para a SP-Arte avaliada em cerca de R$ 19 milhões, quase o preço médio de 70 apartamentos populares em São Paulo.
Impacto no bolso de quem quer ver — ou comprar
Mesmo que a maioria dos 40 mil visitantes esperados vá apenas apreciar as obras, a feira oferece 64 estandes de design e 100 galerias com móveis, tapeçarias e luminárias a partir de R$ 7 mil. Para quem acompanha o aperto no orçamento familiar — a taxa de inflação oficial fechou 2023 em 4,62%, segundo o IBGE — visitar a mostra pode servir de termômetro de preços e tendências antes de investir na decoração de casa.
Os ingressos on-line custam a partir de R$ 60 (meia-entrada) e podem ter taxa de conveniência. O primeiro dia ficou restrito a convidados; nos demais, os portões abrem das 12h às 20h, com horário estendido até 21h na quinta-feira. Quem preferir ir só para passear pode planejar a visita para o último dia (12/04), quando a lotação costuma ser menor.
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Crédito da imagem: Divulgação / Research Gate