Truque cromático da marca promete virar estudo de caso em marketing esportivo
Coca-Cola surpreendeu torcedores de Grêmio e Racing ao exibir, recentemente, uma lata que parece vermelha à primeira vista, mas que, na verdade, só contém tons de azul e cinza. O golpe visual dribla a “proibição” informal da cor vermelha nesses estádios, mantendo a rivalidade intacta e, ao mesmo tempo, imprimindo a identidade clássica da bebida.
- Em resumo: a marca pintou tudo de azul e mesmo assim fez o vermelho “aparecer” na mente do público.
Como a ilusão burla a regra das cores
A técnica se baseia no contraste complementar: quando o olho encara longamente o azul, o cérebro tende a projetar o vermelho oposto. Outdoors, totens de entrada e peças digitais exibem a lata “azul”, mas a primeira percepção do torcedor é do tradicional rótulo vermelho — sem que um único pixel vermelho esteja lá. Especialistas lembram que o OOH já movimenta bilhões de reais e ganha força com experiências imersivas, o que potencializa o alcance de campanhas ousadas como essa.
“Aqui só tem as cores que você ama. E uma Coca-Cola.” — frase oficial impressa nas peças exibidas em Porto Alegre e Avellaneda.
Impacto para torcedores, marcas e bolso do anunciante
Para o fã de futebol, a interação vira assunto instantâneo nas redes e no bar pós-jogo. Para a Coca-Cola, o ganho é triplo: reforça lembrança de marca, respeita tradições locais e paga menos por inserções extras, já que a mesma arte serve tanto para estádio quanto para digital. Pesquisas de neuromarketing mostram que anúncios com efeito de surpresa rendem até 5 vezes mais atenção do que peças convencionais — dado que se reflete em vendas de impulsão no curto prazo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Coca-Cola