Veja por que uma escolha de headliner pode virar pesadelo financeiro
Pepsi – A gigante de bebidas cortou, junto com Diageo e AB InBev, o aporte ao Wireless Festival após Kanye West ser anunciado como atração principal, movimento que culminou no cancelamento do evento e acendeu o alerta sobre danos milionários à reputação de marcas.
- Em resumo: line-up polêmico gerou pressão governamental e fuga de patrocinadores em questão de horas.
Governança falha vira prejuízo em tempo real
Especialistas em gestão de patrocínios apontam que, sem due diligence e cláusulas de contingência, um festival pode transformar-se de vitrine em risco corporativo. Conforme destacou a Exame, crises reputacionais tendem a derrubar vendas e valor de mercado quando não são mapeadas antecipadamente.
“A curadoria deixou de ser só questão artística; hoje ela é decisão de governança, mídia e posicionamento ao mesmo tempo”, alerta Marcelo Flores, professor da ESPM.
Como blindar sua marca antes do próximo evento
Antes de assinar qualquer contrato, advogados de marketing recomendam auditoria em três frentes: histórico público dos artistas, práticas trabalhistas dos fornecedores e plano de crise do organizador. Esse tripé reduz o risco de boicotes e processos trabalhistas, como ocorreu no Lollapalooza Brasil e no Rock in Rio, onde o Ministério do Trabalho identificou prestadores em condições análogas à escravidão.
O que você acha? Sua marca deveria apertar ainda mais o filtro de patrocínios ou o risco faz parte do jogo? Para mais análises sobre consumo e grandes eventos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / GettyImages