Produtores temem ficar sem crédito se votação escorregar além de junho
Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) — A bancada ruralista intensificou, recentemente, a ofensiva no Congresso para destravar o projeto que repactua dívidas no campo, após a inadimplência bater 7,4%, o maior patamar já mapeado pelo setor.
- Em resumo: Falta de acordo até junho pode travar o financiamento da próxima safra e provocar efeito cascata nos preços dos alimentos.
Corrida contra o calendário da próxima safra
Entre abril e maio, senadores prometem acelerar a análise na Comissão de Assuntos Econômicos. De acordo com a G1 Economia, o pico de endividamento rural coincide com custos de produção inflados por fertilizantes e diesel.
“Se não houver solução antes do meio do ano, muitos produtores sequer conseguirão renovar crédito”, alerta Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil.
O que muda na sua mesa e no seu bolso?
Sem a renegociação, agricultores podem reduzir área plantada ou atrasar colheita, diminuindo a oferta de grãos usados em ração animal e na indústria de óleos vegetais. Historicamente, quando isso ocorre, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra repiques no grupo alimentação dentro do lar, segundo séries do IBGE.
Entre as novidades do texto, está a securitização privada dos débitos, modelo que transfere parte do risco ao mercado financeiro e, em tese, libera bancos para ofertar novas linhas de crédito a juros menores. A medida mira especialmente médias propriedades, que respondem por mais de um terço do milho e da soja nacionais.
O que você acha? A renegociação vai segurar o preço dos alimentos ou será preciso apertar ainda mais o orçamento doméstico? Para acompanhar outras pautas que afetam o seu bolso, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay