Decisão judicial reforça que “sim” dado por mensagem pode virar dívida real
Neto — O ex-jogador e apresentador que atua na Band foi condenado recentemente por não comparecer a um aniversário infantil em Bebedouro (SP), apesar de ter confirmado presença em vídeo. O bolso pesou: a Justiça fixou R$ 7.000 em danos morais e mais R$ 2.200 de ressarcimento de custos ao contratante.
- Em resumo: desistir de um evento acertado, mesmo sem contrato escrito, rendeu multa superior ao valor que já havia sido pago como adiantamento.
Quanto custa quebrar um acordo verbal no Brasil
De acordo com especialistas do Procon-SP, conversas em apps, e-mails e vídeos funcionam como prova de contratação. No caso de Neto, o juiz entendeu que o cancelamento de última hora expôs o anfitrião a constrangimento público e prejuízo financeiro, já que R$ 15 mil haviam sido reservados de cachê e outros R$ 7 mil já estavam pagos.
“A presença foi confirmada antecipadamente e o cancelamento ocorreu de forma abrupta, sem justificativa consistente”, destacou a sentença.
Como proteger seu bolso em festas e eventos
Para evitar surpresas semelhantes, organizadores e convidados devem formalizar datas, horários e responsabilidades — um simples contrato eletrônico costuma custar menos de 1% do valor do evento. Em tempos de inflação acumulada em 4,5% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE, cada real desperdiçado pesa no orçamento familiar. Outra dica é prever cláusula de multa proporcional ao cachê para desestímulo ao “furo” de agenda, especialmente quando figuras públicas estão envolvidas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Band