Novas rotas elevam a demanda por insumos brasileiros no exterior
Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) – O governo confirmou recentemente que as sementes de pimenta capsicum baccatum e o DDG de milho obtiveram sinal verde para cruzar as fronteiras rumo ao Peru e às Filipinas, respectivamente, criando oportunidades que podem engordar a receita do agronegócio já neste ano.
- Em resumo: Peru passa a comprar pimentas dedo-de-moça, cumari e cambuci; Filipinas liberam importação do DDG, coproduto que barateia rações.
Peru aposta no sabor brasileiro e reforça importações
As autoridades sanitárias peruanas autorizaram o ingresso de sementes de variedades de alto valor gastronômico, um movimento que se soma aos dados oficiais de comércio exterior divulgados pelo G1 Economia. Em 2025, o Peru já havia desembolsado mais de US$ 729 milhões em itens agropecuários do Brasil, com destaque para carne de frango, óleo de soja e café.
Desde o início de 2023, o Brasil celebrou 557 aberturas de mercado, ampliando o alcance de produtos de origem vegetal e animal.
DDG chega às Filipinas e promete alívio no custo da ração
Produzido durante a destilação do etanol de milho, o DDG concentra proteína e fibra, tornando-se alternativa mais barata a farelos tradicionais na alimentação de suínos e aves. Para as Filipinas, que importaram mais de US$ 1,8 bilhão em commodities brasileiras no último ano, o produto pode reduzir despesas dos criadores e, em cadeia, conter a inflação de alimentos de origem animal.
Especialistas apontam que a nova demanda ajuda usinas nacionais a diversificar receitas e a estabilizar preços internos do milho, benefício que também chega ao bolso do consumidor final por meio de carnes mais acessíveis.
O que você acha? A expansão das exportações de pimenta e DDG vai refletir no preço dos alimentos que chegam à sua mesa? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay