Cenário de dívidas desafia programas sociais e bolso do eleitor
Confederação Nacional do Comércio (CNC) – Dados divulgados recentemente mostram que 80,4% das famílias brasileiras tinham algum tipo de dívida em março, o maior índice já medido. O tema, que atinge diretamente o orçamento doméstico, passou a pautar discursos de pré-candidatos focados na eleição de 2026.
- Em resumo: 8 em cada 10 lares estão endividados, sinal amarelo para a economia e para o voto.
Por que o nível recorde assusta economistas e candidatos
Com quase metade dos lares também relatando atraso nos pagamentos, especialistas alertam para o risco de frear o consumo num momento em que a inflação ainda pressiona a renda. Segundo levantamento do IBGE, o custo de vida acumulou alta superior a 4% nos últimos 12 meses, encarecendo itens básicos e dificultando a quitação de parcelas.
“Os 80,4% representam a maior taxa da série histórica da CNC, o que coloca o tema dívidas no centro da agenda pública em pleno ano pré-eleitoral”, reforça a entidade.
Como o endividamento bate no seu orçamento doméstico
Para muitas famílias, o cartão de crédito segue líder das pendências, enquanto linhas mais baratas, como consignado, ainda são pouco utilizadas. A recomendação de consultores é organizar as contas, priorizar dívidas com juros mais altos e, quando possível, negociar alongamentos de prazo antes que a inadimplência avance.
Analistas lembram que programa de renegociação anunciado pelo governo em 2023 reduziu juros médios em até 59%, mas o efeito foi pontual. Uma segunda rodada, já discutida no Congresso, pode ganhar força à medida que o debate eleitoral esquenta e que os índices de inadimplência continuem subindo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Seu Crédito Digital