Passo a passo simples confirma ganho nutricional e digestão mais leve
Feijão – Presença obrigatória no prato do brasileiro, o grão ganha mais valor quando a água do remolho é descartada, apontam estudos recentes da Embrapa e da USP. A prática, recomendada há décadas, volta a ganhar força porque impacta diretamente o sabor, a digestão e até o aproveitamento de ferro e zinco na dieta diária.
- Em resumo: substituir a água do molho por água fresca antes do cozimento reduz gases e aumenta a biodisponibilidade de minerais.
Menos flatulência, mais ferro no prato
Durante 8 a 12 horas de remolho, fitatos, taninos e açúcares fermentáveis migram para o líquido. Quando essa água é usada no cozimento, todo o “combo” de antinutrientes volta para a panela. Segundo especialistas da Embrapa Arroz e Feijão, descartar o líquido remove até 50 % desses compostos.
Para cada xícara de feijão deixada de molho e enxaguada, o consumidor sente redução perceptível de gases e melhora na absorção de ferro, afirma a pesquisadora Priscila Bassinello (Embrapa).
Como criar o remolho ideal sem desperdício
Lave bem os grãos, cubra com o dobro de água e deixe descansar de 8 a 12 horas, trocando o líquido ao menos uma vez. Quem esqueceu pode recorrer ao “remolho rápido”: ferver por três minutos, descansar 60 minutos, descartar a água e só então cozinhar. Além de melhorar a digestão, o método ainda diminui o tempo de panela de pressão, economizando gás ou eletricidade – um alívio para o bolso em tempos de tarifas elevadas.
O que você acha? Já adota esse truque ou vai testar na próxima panela? Para mais dicas que facilitam a rotina na cozinha, acesse nossa editoria especializada.
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