Reajuste menor que o previsto alivia empresas e consumidores
China — Para conter o repasse da disparada do petróleo ao bolso da população, Pequim reduziu quase pela metade o aumento que entraria em vigor nesta terça-feira (7) sobre gasolina e diesel.
- Em resumo: acréscimos caíram de até 800 para 420 yuans por tonelada.
Petróleo volátil pressiona, mas governo segura preços
Desde 23 de março, a cotação do barril oscila em função do conflito no Oriente Médio, segundo levantamento da G1 Economia. Mesmo assim, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma decidiu manter o chamado “mecanismo quinzenal” com um reajuste mais brando.
A gasolina sobe 420 yuans e o diesel, 400 yuans por tonelada — quase metade do que as regras de mercado indicariam.
O que muda na cadeia e na inflação global
Segurar combustíveis é estratégico porque o derivado impacta frete, produção agrícola e, em última instância, a etiqueta do supermercado. Para analistas, cada 10% de alta no diesel pode acrescentar até 0,3 ponto percentual no índice de preços ao consumidor, efeito que o governo chinês tenta neutralizar enquanto projeta inflação de 1,3% em março.
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