Disparada nos embarques acende sinal amarelo para preços internos
Carne bovina brasileira – Entre janeiro e março de 2026, os frigoríficos enviaram 701,6 mil toneladas ao exterior, 19,7% acima do mesmo período de 2025. O valor médio recebido saltou para US$ 5.814,80 por tonelada, alta de 18,7% em um ano, movimento que pode encarecer o churrasco do consumidor.
- Em resumo: ritmo recorde de vendas externas já consome a cota chinesa de 1,1 milhão t para 2026.
Cota da China pode terminar bem antes de dezembro
Segundo analistas do Cepea, o gigante asiático levou 102 mil toneladas apenas em março. Mantido o ritmo, o limite fixado por Pequim será atingido meses antes do previsto, encurtando a oferta global e sustentando preços. Dados da G1 Economia mostram que a China segue como principal destino, mesmo com participação reduzida para 46,4% – o menor nível em seis anos.
“A restrição de oferta somada ao controle do fluxo para a China cria espaço para valorizações consistentes”, explica Beatriz Bianchi, da Datagro.
Do pasto à mesa: impacto direto no seu orçamento
Com a arroba firme, supermercados já monitoram repasses ao varejo. Em 2025, cortes de segunda subiram 7,3% no acumulado do ano, segundo o IBGE. Se o recorde de 2026 se mantiver, especialistas projetam novos reajustes. Dica prática: comprar peças inteiras e porcionar em casa pode reduzir em até 15% o custo final, segundo o Procon.
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