Protesto na Faria Lima transforma burocracia invisível em freio de concreto
Barte — fintech de infraestrutura de pagamentos — instalou recentemente um cubo de gelo de uma tonelada na Avenida Faria Lima para escancarar um problema que tira o sono de milhares de empresários: o bloqueio de recebíveis de cartão por tempo indeterminado, prática comum entre adquirentes tradicionais.
- Em resumo: cada dia com dinheiro “congelado” significa menos estoque, salários atrasados e oportunidades perdidas.
Bloqueio de caixa virou gargalo bilionário
Segundo estimativas do G1 Economia, o varejo movimenta mais de R$ 2 bilhões por dia em vendas eletrônicas; parte desse montante fica retida sob alegação de análise de risco. Para mostrar o peso desse entrave, executivos da Barte apareceram ao vivo na transmissão da Record ao lado do bloco gigante, alertando que a trava pode quebrar negócios saudáveis em poucas semanas.
“O lojista vende, entrega o produto, mas o dinheiro continua preso. Esse ‘gelo’ no fluxo de caixa é o que quebra empresas”, afirmou Raphael Dyxklay, cofundador da Barte.
Como essa prática bate no seu bolso e nas prateleiras
Com capital encalhado, lojas reduzem compra de mercadorias e renegociam prazos com fornecedores, impacto que você sente na forma de sortimento menor ou preços mais altos. A Barte diz liberar os repasses em até 48 h, modelo que melhora o giro de estoque e pode conter repasses de custo ao consumidor. Especialistas lembram que, em períodos de juros elevados, cada dia sem dinheiro no caixa pesa mais que nunca para a sobrevivência do pequeno e médio negócio.
O que você acha? A retenção de vendas deveria ter prazo máximo por lei ou cabe às empresas buscar fintechs mais ágeis? Para mais análises sobre consumo e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Barte