Tensão no Estreito de Ormuz promete balançar preços de energia e alimentos
Donald Trump voltou a subir o tom contra o Irã nesta terça-feira (7), véspera da data-limite imposta por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz. A retórica incendiária, publicada às 3h30 (Brasília), acende alerta imediato para o custo da gasolina, do frete e, em cascata, da cesta básica brasileira.
- Em resumo: Trump ameaçou “aniquilar uma civilização inteira” se Teerã não liberar a passagem do petróleo ainda hoje.
Estreito estratégico decide o rumo do barril
Bastam horas de incerteza no Golfo Pérsico para o mercado revisitar recordes de alta. Segundo dados da cotação do Brent divulgados pelo G1 Economia, cada US$ 1 de avanço no barril costuma adicionar até R$ 0,03 ao litro da gasolina na bomba brasileira.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, escreveu Trump na rede Truth Social, ameaçando ataques aéreos caso o Irã não ceda.
Impacto direto no bolso: do tanque ao carrinho do mercado
Historicamente, choques no preço do petróleo elevam o custo do diesel que move caminhões e, por tabela, encarecem produtos frescos nas gôndolas. Em 2019, por exemplo, uma alta de 12% no barril fez o frete subir 6%, pressionando frutas, legumes e até o pão francês. Analistas projetam cenário semelhante se o estreito ficar bloqueado por mais de 48 h.
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Crédito da imagem: Divulgação / White House