Escalada do Brent pode encarecer gasolina e frete já nas próximas semanas
Petróleo Brent – Na última quarta-feira, a principal referência mundial para combustíveis abandonou a queda do início do dia e engatou alta depois que Estados Unidos e Irã rejeitaram uma proposta de cessar-fogo no Oriente Médio, reacendendo o temor de cortes na oferta e pressão nos custos de energia.
- Em resumo: impasse diplomático fez o mercado reprecificar risco e o barril retomou a trajetória de alta.
Como o impasse geopolítico virou o jogo dos preços
Operadores vinham apostando em alívio, mas a recusa ao acordo elevou o prêmio de risco ligado a possíveis interrupções no Golfo Pérsico, rota de cerca de um quinto do comércio global de óleo. De acordo com apuração do G1 Economia, bastaram poucas horas para fundos migrar de posições vendidas para compras, empurrando os futuros para cima.
Qualquer ameaça à oferta na região tende a refletir imediatamente na bomba, já que o petróleo responde por mais de 40% do custo da gasolina produzida aqui, lembram analistas do setor logístico.
Impacto direto no tanque, na conta de luz e no supermercado
O avanço do Brent costuma chegar às refinarias brasileiras em questão de dias e, na sequência, ao consumidor final. A Petrobras adota preços de paridade de importação; portanto, se a tendência persistir, o reajuste pode encarecer gasolina, diesel e até o gás de cozinha. Um combustível mais caro eleva fretes e pressiona alimentos e bens industrializados, contribuindo para a inflação sentida no carrinho do mercado.
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