Mudança de licença balança preços dos pacotinhos e raridades
Topps passou a ser a detentora dos direitos de produzir os álbuns e figurinhas oficiais das seleções do Brasil, Inglaterra, Alemanha e Itália, uma reviravolta que promete mexer no bolso e nas estratégias dos colecionadores já a partir de 2027.
- Em resumo: Panini perde exclusividade; Topps entra no mercado brasileiro em 2027.
Quando as novas figurinhas chegam às bancas
De acordo com o The New York Times, o cronograma libera a licença do Brasil para a Topps em 2027, enquanto Inglaterra e Alemanha migram em 2031 e a Itália, em 2035. O contrato inclui o uso de nomes, escudos e até os detalhes dos uniformes, o que garante ao grupo Fanatics — dono da Topps — controle total da iconografia oficial.
A troca encerra um domínio de mais de seis décadas da Panini no futebol de seleções, período em que pacotinhos chegaram a custar R$ 4,00 na Copa de 2022.
O que muda para o bolso do colecionador
Especialistas em mercado de memorabilia apontam que a entrada da Fanatics, avaliada em US$ 31 bilhões segundo dados da Forbes, pode acirrar a competição de preços e ampliar a oferta de edições limitadas. Para o consumidor, isso significa mais opções, mas também a chance de pacotinhos premium custarem acima da média praticada hoje.
Além do valor de capa, o comércio paralelo deve aquecer: raridades antigas da Panini tendem a se valorizar, enquanto lançamentos da Topps virão acompanhados de tecnologias de autenticação digital, tendência que já reduz fraudes em mercados como o de cards da NBA.
O que você acha? A chegada da Topps vai facilitar ou encarecer a vida de quem coleciona? Para mais análises sobre consumo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reprodução