Venda pode reduzir dívida e virar página da crise regional
Hapvida – pressionada pela queda de beneficiários e pela alta sinistralidade em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – avalia repassar toda a estrutura local por, no máximo, R$ 1,2 bilhão, valor muito abaixo dos R$ 3,83 bilhões desembolsados desde 2020.
- Em resumo: companhia topa assumir perda contábil bilionária para enxugar dívida e recuperar foco operacional.
Por que a gigante não decolou no território da Unimed
Na região Sul, a Unimed controla mais de 60% do mercado, limitando o poder de precificação da rival cearense. A consequência foi a fuga de 177 mil clientes em pouco menos de dois anos, mesmo com expansão do setor, segundo dados da ANS.
Em 2020, a Hapvida pagou até R$ 7.900 por vida adquirida; hoje, o mesmo ativo é precificado em cerca de R$ 1.500, apontam casas como Safra e BofA.
Impacto no bolso e na qualidade dos planos de saúde
Se o negócio sair, a companhia diminui a dívida líquida em até 10% e ganha fôlego para enfrentar a chamada “inflação médica”, que cresce acima do IPCA há cinco anos. Para o consumidor, a tendência é de menor pressão por reajustes extraordinários nos contratos de outras regiões, já que o caixa deixará de subsidiar um ativo deficitário.
Especialistas lembram que a venda sinaliza disciplina de capital – atributo valorizado por investidores pós-pandemia – e pode evitar repasses de custos a usuários no Norte e no Nordeste, onde o modelo verticalizado da Hapvida segue lucrativo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Hapvida