Recuperação judicial vira jogo e traz novo dono para a marca
InterCement – Terceira maior cimenteira do país, a companhia concluiu recentemente a segunda etapa de sua recuperação judicial e passou das mãos da Mover (ex-Camargo Corrêa) para um consórcio liderado pelo argentino Marcelo Mindlin. A mudança promete liberar investimentos parados, acirrando a disputa por preços na hora de erguer ou reformar imóveis.
- Em resumo: Mindlin agora controla 13% do cimento vendido no Brasil e 45% do mercado argentino via Loma Negra.
Quem é Mindlin e por que ele dobrou a aposta no concreto
Fundador da Pampa Energía, Mindlin ficou conhecido por comprar ativos em crise e torná-los rentáveis. Ele repetiu a estratégia “loan-to-own” ao adquirir dívidas da InterCement, transformando-as em participação acionária e assumindo a presidência do conselho. Segundo ele, trata-se de “uma oportunidade única” para crescer simultaneamente no Brasil e na Argentina, afirmou à Bloomberg. O movimento ocorre enquanto o IBGE aponta pressão dos materiais de construção na inflação, cenário que torna o setor ainda mais estratégico.
“Agora, nossa equipe pode se dedicar a investimentos adiados pela situação financeira”, declarou Marcelo Mindlin ao oficializar a virada de controle.
O que muda para quem vai construir ou reformar
Com 10 fábricas no Brasil e capacidade de 16,3 milhões de toneladas, a InterCement ganha fôlego para modernizar plantas e disputar espaço com Votorantim (35%) e CSN (21%). Analistas de mercado avaliam que mais oferta pode moderar reajustes no médio prazo, aliviando orçamentos de obras residenciais. Além disso, a troca de comando tende a acelerar inovações em baixo carbono, tendência que reduz o custo de energia no processo e, no longo prazo, pode baratear o cimento ensacado que chega à loja de bairro.
E você? Acredita que a nova gestão trará cimento mais barato ou apenas mais competição? Para acompanhar outras análises de consumo e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InterCement